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Quem (não) sou

De difícil compreensão. Com alguns medos. Com vontade de vencer. Ideais bem definidos. Futuro incerto. Presente feliz. Metafísica e abstracta. Que ama e é amada. Viciada em música, em livros e em política.

Quem (não) sou

De difícil compreensão. Com alguns medos. Com vontade de vencer. Ideais bem definidos. Futuro incerto. Presente feliz. Metafísica e abstracta. Que ama e é amada. Viciada em música, em livros e em política.

Homens comuns

Este texto é sobre o homem comum. Digo-o para que quem o vá ler já saiba de antemão que irei destilar algum ódio (não sabia o que lhe chamar) aos pseudo-intelectuais. Este texto parece, para quem me conhece, um pouco contraditório. Eu que sempre adorei ler e estudar a criticar os pseudo-intelectuais?

Deixem-me explicar o meu raciocínio e vejam se ele pode fazer algum tipo de sentido. Como nos diz Osho, citando de memória, nunca são os homens comuns que se acham "salvadores da pátria", "salvadores da humanidade", mas sim os pseudo-intelectuais, aqueles que se consideram de alguma forma superiores aos comuns. Esquecem-se porém, como nos diz também Osho, que são esses os complexados. São pequenos, talvez mais até do que os comuns. Procuram no marxismo, no feminismo, no veganismo, no nazismo, no fascismo, no socialismo e em tantos outros "ismos" a cura para os males do mundo. Mas na verdade, procuram as curas para os seus próprios males. O mundo não precisa de ser curado. O mundo não padece de nenhuma doença. O mundo está bem tal e qual como está: o mundo é a natureza e essa, meus caros, é perfeita. De uma perfeição inalcançável pelo homem (comum ou incomum). O que precisa então de ser curado, meus caros, senão os homens?quer dizer, os Homens?

Lamento... Também ainda não é esse o meu ponto de vista. Ninguém precisa de ser curado. E, mais do que isso, ninguém pode achar-se no direito de curar o Outro, posicionando-se, mesmo que o não diga, num patamar superior em relação a este. Nós, seres humanos - uns mais humanos do que outros - apenas precisamos de ser Amados. Só o Amor poderá tornar os seres humanos mais humanos ou mesmo apenas humanos. Portanto, esqueçam todas as teorias político-filosóficas. Esqueçam Marx e a dialética marxista. Esqueçam os grandes teóricos do anti-semitismo como Rosenberg. Esqueçam o movimento feminista. Esqueçam o Gary e o movimento vegan. Estão confusos, certo? Se vos digo para esquecerem tudo isto e até o movimento pela libertação dos negros, o Rastafarianismo, o Cristianismo, o Judaísmo, a religião Adventista, o Budismo e todas as demais religiões, grupos de pensamento, teóricos, ensaístas, filósofos, políticos, literatos, então qual é a salvação para o Mundo?

Repito novamente: o Mundo não precisa de ser salvo. E todos os movimento que o dizem tentar fazer estão apenas a fraturar a humanidade em grupos que nos distanciam uns dos outros. A verdade é que se cria sempre a ideia de "nós" e dos "outros". Nós, os justos; nós, os corretos; nós, os morais; e os outros: os imorais, os injustos, os incorretos. Errado: estamos todos errados há milénios. Com este texto não desejo fazer um apelo à ignorância, mas sim à sensatez: olhemos os outros com benevolência e com Amor. Deixemos de nos colocar num plano superior a eles. Pois a verdade é que somos todos terra. A chegarmos ao céu, só será na hora da morte.

 

25/6/2014

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